
"Toda idolatria deriva de um desejo de ordem. Queremos ser impecáveis, como animais. Marcamos nossos territórios com almíscar e fezes. E elegemos deuses para conceder sua aprovação a nossa criação. O que não podemos admitir é a desordem do universo, o aspecto absurdo de um cosmo sem princípio conhecido, sem fim visível e sem sentido aparente,apesar de toda a sua dinâmica intensamente ativa. Não podemos tolerar sua monstruosa indiferença diante de todos os nossos medos e agonias. Os profetas nos oferecem esperança, mas apenas o Deus-homem pode tornar o paradoxo suportável. É por isso que o advento de Jesus é um evento curador e salvador. Ele não é o que teríamos criado para nós mesmos. É o verdadeiro signo da paz, porque é signo da contradição.Sua carreira é um breve e trágico fracasso. Ele morre em desonra. Mas depois, estranhamente, ele vive. Ele não é apenas ontem, mas também hoje e amanhã. Está disponivel aos mais humildes, assim como aos mais abastados".

