sábado, 20 de outubro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Unidos ao Cristo.



"Assim como eu vivo por meu Pai, aquele que me come a mim vive por mim". Jo 6,58
Quem recebe dignamente Nosso Senhor, participa em graus diversos das perfeições de Nosso Senhor; pensa, age, ama com Jesus; tudo sente, vê, aprecia como Jesus; torna-se um mesmo espírito e um mesmo coração com Jesus; pode exclamar como o Apóstolo: "Jesus é minha vida!" (Fl 1,12).Ora, esta transformação maravilhosa se opera gradualmente e com tanto mais facilidade quanto maior for o zelo empregado em desfazer os obstáculos que se opõem às operações da graça. Ó meu Jesus amado! Entrai triunfalmente em minha alma! Desprendei-me totalmente de mim mesmo; fazei que eu em vós inteiramente me perca, para que a vós fique unido para sempre!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Pe. Antonio Vieira - Sermão I - Maria Rosa Mística


Quando Cristo, Senhor nosso, ajuntou ao número dos apóstolos o dos setenta e dois discípulos, disse-lhes assim: Messis quidem multa, operarii autem pauci. Rogate ergo dominum messis ut mittat operarios in messem suam (Lc 10, 2): A seara que vos mando cultivar é muita, mas os operários ou lavradores são poucos; pelo que rogai ao Senhor da seara que mande mais operários à sua seara, ou à seara sua: In messem suam. - Este suam e aquele ergo parece que não fazem boa conseqüência. Se Cristo é o Senhor da seara: Dominum messis: se a seara é sua: In messem suam - como nos manda a nós que lhe roguemos e peçamos a ele que mande operários? Não é o mesmo Senhor aquele vigilante pai de famílias que madrugou muito cedo, e em todas as horas do dia saiu em pessoa à praça a chamar e alugar operários para a vinha, não por outra razão, senão porque era sua: Ite et vos in vineam meam ? - Pois, se a cultura e a colheita da sua seara está à conta da sua providência e do seu cuidado, por que a encomenda às nossas orações: Rogate Dominum messis? - Se a seara fora nossa, então nos incumbia a nós rogar e pedir a Deus nos desse os meios para ela; mas que, sendo a seara de Deus, nós hajamos de rogar ao mesmo Deus que se lembre da cultura da sua seara: Ut mittat operarios in messem suam? - Bem se mostra que o mesmo autor do Padre-nosso é o mestre desta doutrina. Manda que, sendo a seara de Deus, e não nossa, sejamos nós os que roguemos por ela, porque a oração perfeita e perfeitíssima não é pedirmos nós para nós, é pedirmos a Deus para Deus. Pedirmos nós para nós é procurar os nossos interesses; pedirmos a Deus para Deus é solicitar a sua glória. E isto é o que fazemos nas primeiras três petições do Rosário. Se dizemos sanctificetur, para glória de Deus: nomen tuum; se dizemos adveniat, para glória de Deus outra vez: regnum tuum; se dizemos fiat, para glória de Deus do mesmo modo: voluntas tua.


(Sermão I - Maria Rosa Mística)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

ORAI


Priez sans cesse, priez em tout temps; priez en tout lieu; priez avec sinplicité et actions de grâces.

ORAI SEM CESSAR, ORAI EM TODO TEMPO; ORAI EM TODO LUGAR; ORAI COM SIMPLICIDADE E AÇÃO DE GRAÇAS.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Missão de Israel


Abraham, père du peuple d'Israël, père de la foi, est ainsi la source de la bénédiction selon laquelle "toutes les familles de la terre seront bénies" (Gn 12, 3). Au peuple élu incombe ainsi la tâche d'offrir à tous les autres peuples son Dieu, le Dieu vrai et unique, et nous, Chrétiens, sommes véritablement les héritiers de leur foi en l'unique Dieu. Notre gratitude s'adresse par conséquent à nos frères juifs qui, malgré les vicissitudes de leur histoire, ont sauvegardé jusqu'à aujourd'hui la foi en ce Dieu et ont témoigné de lui devant les autres peuples qui, sans la connaissance du Dieu unique, "sont assis dans les ténèbres et dans l'ombre de la mort" (Luc 1,79).

Abraão, pai do povo de Israel, pai da fé, é também fonte de benção segunda a qual “todas as famílias da terra serão abençoadas” (Gn 12,3). Ao povo eleito incumbe-se assim a tarefa de oferecer a todos os outros povos seu Deus, o Deus verdadeiro e único, e nós cristãos, somos verdadeiramente os herdeiros de sua fé no único Deus. Nossa gratidão se direciona por conseqüência a nossos irmãos judeus que, apesar das vicissitudes de sua história, defendeu até hoje a fé neste Deus e o testemunharam diante de outros povos que, sem a consciência do Deus único, “ estavam sentados nas trevas e nas sombras da morte.” (Lc 1,79)

(Joseph, Cardel Ratziguer - L’Osservatore Romano, 29.12.2000)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Sacrificio


"Meu Pai, eis que venho para cumprir a tua vontade" Sl 39,8

Cossideremos que o altar é, como a cruz, o instrumento da redenção dos homens; pois, conforme ensina o Concílio de Trento, a oblação do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se renova todos os dias na missa, faz Deus propício e favorável a nós,atrai-nos as graças do alto, penetra-nos de um salutar espírito de penitência e purifica-nos de todos os nossos pecados. Para retirarmos, no entanto, esses preciosos frutos do santo Sacrificio, precisamos nos unir a ele por uma fiel correspondência; significa isto que , sendo Jesus ao mesmo tempo Sacrificador e Vítima, precisamos ser também sacrificadores, oferecendo nossa vida,nossas afeições, nossos desejos e nossos pensamentos; e vítima - imolando nossa vontade e fazendo-nos obedientes até a morte.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Memorial


"Fazei isto em memória de mim" Lc 22,19


Depois de instituir o mistério da imolação e da maducação do seu Corpo sagrado, Jesus confere a seus apóstolos o poder de reproduzí-lo; poder divino que, por sua vez, transmitiram os apóstolos ao sacerdócio católico. É assim que o sacramento da santa Ceia, bem como o sacrificio da cruz, subsiste para sempre na Igreja. O mistério da missa não é um novo sacrifício acrescentado ao do Calvário; ele é idênticamente o mesmo e não cessará de renovar-se misteriosamente até ao final dos séculos. Assim como o espírito e a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo se propagam nos fiéis, pelo sacramento da sagrada Mesa, do mesmo modo sua paixão e sua morte se perpetuam no sacrifício do santo altar. A alma cristã participa eficazmente da missa quando se une ao mesmo tempo à vida e à morte de Jesus; é somente satisfazendo essa condição que dela se retiram os frutos de bençãos e de salvação.