sábado, 29 de setembro de 2007

CATECISMO (CIC) Liturgia hebraica e liturgia cristã.


Liturgia hebraica e liturgia cristã
§1096 Liturgia judaica e liturgia cristã. Um conhecimento mais aprimorado da fé e da vida religiosa do povo judaico, tais como são professadas e vividas ainda hoje, pode ajudar a compreender melhor certos aspectos da liturgia cristã. Para os judeus e para os cristãos, a Sagrada Escritura é uma parte essencial de suas liturgias: para a proclamação da Palavra de Deus, a resposta a esta palavra, a oração de louvor e de intercessão pelos vivos e pelos mortos, o recurso à misericórdia divina. A Liturgia da palavra, em sua estrutura própria, tem sua origem na oração judaica. A Oração das horas, bem como outros textos e formulários litúrgicos, tem seus paralelos na oração judaica, o mesmo acontecendo com as próprias fórmulas de nossas orações mais veneráveis, entre elas o Pai-Nosso. Também as orações eucarísticas inspiram-se em modelos da tradição judaica. As relações entre liturgia judaica e liturgia cristã mas também a diferença de seus conteúdos são particularmente visíveis nas grandes festas do ano litúrgico, como a Páscoa. Cristãos e judeus celebram a Páscoa; Páscoa da história, orientada para o futuro, entre os judeus; Páscoa realizada na morte e na Ressurreição de Cristo, entre os cristãos, ainda que sempre à espera da consumação definitiva.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

CATECISMO (CIC) Amor de Deus para com Israel.



§218 DEUS É AMOR Ao longo de sua história, Israel pôde descobrir que Deus tinha uma única razão para revelar-se a ele e para tê-lo escolhido dentre todos os povos para ser dele: seu amor gratuito. E Israel entendeu, graças a seus profetas, que foi também por amor que Deus não cessou de salvá-1o e de perdoar-lhe sua infidelidade e seus pecados.
§219 O amor de Deus por Israel é comparado ao amor de um pai por seu filho. Este amor é mais forte que o amor de uma mãe por seus filhos. Deus ama seu Povo mais do que um esposo ama sua bem-amada; este amor se sobrepor até às piores infidelidades; ir até a mais preciosa doação: "Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho único" (Jo 3,16).

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Catecismo da Igreja Católica - Israel Povo de Deus



§62 Depois dos patriarcas, Deus formou Israel como seu povo, salvando-o da escravidão do Egito. Fez com ele a Aliança do Sinal e deu-lhe, por intermédio de Moisés, a sua Lei, para que o reconhecesse e o servisse como o único Deus vivo e verdadeiro, Pai providente e juiz justo, e para que esperasse o Salvador prometido.
§63 Israel é o Povo sacerdotal de Deus, aquele que "traz o Nome do Senhor" (Dt 28,10). É o povo daqueles "aos quais Deus falou em primeiro lugar", o povo dos "irmãos mais velhos" da fé de Abraão.
§64 Por meio dos profetas, Deus forma seu povo na esperança da salvação, na expectativa de uma Aliança nova e eterna destinada a todos os homens, e que será impressa nos corações. Os profetas anunciam uma redenção radical do Povo de Deus, a purificação de todas as suas infidelidades, uma salvação que incluirá todas as nações. Serão sobretudo os pobres e os humildes do Senhor os portadores desta esperança. As mulheres santas como Sara, Rebeca, Raquel, Míriam, Débora, Ana, Judite e Ester mantiveram viva a esperança da salvação de Israel. Delas todas, a figura mais pura é a de Maria.
§762 A preparação longínqua da reunião do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será o pai de um grande povo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Formar um


"Desejei ardentemente comer esta páscoa convosco". Lc 22,15

As pessoas que amam sentem a necessidade de se unirem indissolúvelmente ao objeto amado; pois, como diz S.Dionísio, o Areopagita: "o amor é uma força atrativa e unitiva que, de dois ou mais corações, só forma um". Esta verdade deixa transparecer o pensamento do Deus de amor, na instituição da sagrada Eucaristia. Jesus Cristo não se satisfaz apenas com nossas adorações e com nossas homenagens; dá-se a nós e nos atrai; quer associar-nos à sua natureza, como se incorporou à nossa, para que não formássemos senão um com ele. Eis o desejo que tâo ardentemente exprimiu, antes de se entregar à morte por nós.Corresponder ao desejo de Jesus, pelo nosso próprio desejo; entrar no segredo do seu pensamento, querer o que ele quer, retribuir-lhe amor por amor; esta é a disposição da alma que aspira a comungar santamente.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

S. Agostinho - Solilóquios


COM QUE PALAVRAS EXPRIMIREI OS TESTEMUNHOS DO VOSSO GRANDE AMOR PARA COMIGO, OS INÚMEROS BENEFÍCIOS COM QUE DESDE O NASCIMENTO ME FOSTES CRIADO E ME MANTIVESTE ATÉ ESTA DATA?