sábado, 15 de setembro de 2007

O amor de Deus pela Casa de Israel - Oração


Fazei Senhor que nós, Religiosos de Sion, possamos testemunhar, como Igreja, o amor de Deus pelas Casa de Israel. Que nossa presença nesta comunidade seja um sinal de dicernimento afim de que todos percebam o quanto Deus nos ama, amando Israel primeiro, e o quanto Deus ama Israel, amando a Igreja.Que possamos estar sempre atentos na busca de sua Palavra a fim de melhor vivê-la, e busca-la continuamente . Que sejamos pessoas dessa Palavra, que á ação, e que agindo, possamos cumprir nossa missão como religiosos de Nossa Senhora de Sion.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Pe. Theodoro Ratisbonne - A confiança


A confiança nasce da fé e é dela inseparável; porque, se acreditamos na palavra de Jesus Cristo, temos que confiar firmemente em seu amor, em sua fidelidade, em seu poder, tríplice alicerce de nossa confiança.O Senhor nos amou enquanto ainda jazíamos em sua desgraça. Como poderíamos, então, duvidar de seu amor,nós que, por tantos títulos, somos considerados filhos seus? Ele cumpriu firmemente todas as palavras; como deixaria de realizar suas promessas mais positivas?Jesus venceu o mundo, governou soberanamente toda a natureza; como seria possível a seu poder divino encontrar estovos em relação a nós? Se o Senhor tanto enaltece a fé do centurião, se nos concede suas graças na proporção de nossa confiança, dilatemos nossos corações e lancemos ao coração de Deus o nosso passado, o nosso futuro, e a nossa eternidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Motivação fundamental - 1Cor 13,1-13


Dos elementos essenciais da inspiração dos fundadores dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion.


Nº 3 - Contituir na Igreja uma família religiosa, que vive segundo o Espírito da Igreja Primitiva de Jerusalém, não tendo senão um só coração e uma só alma; sua regra funndamental sendo a caridade.

"O espírito fundamental de Sion é o espírito da Igreja primitiva. (Pe. Theodoro Ratisbonne)


Se eu tivesse o dom de falar em outras línguas sem tê-las aprendido, e se pudesse falar em qualquer idioma que há em toda a terra e no céu e no entanto não amasse os outros, eu estaria só fazendo barulho.
Se eu tivessse o dom de profetizar, e conhecesse tudo sobre o que vai acontecer no futuro, soubesse tudo sobre todas as coisas, e contudo não amasse os outros, que bem faria isso? Mesmo que eu tivesse o dom da fé, a ponto de poder falar a uma montanha e fazê-la sair do lugar, ainda assim eu não valeria absolutamente nada sem amor.
Se eu desse aos pobres tudo quanto tenho e fosse queimado vivo por pregar o Evangelho, e contudo não amasse os outros, isso não teria valor algum.
O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que os outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre se manterá em sua defesa
Todos os dons e capacidades especiais que vêm de Deus terminarão um dia, porém o amor continuará para sempre.
Algum dia a profecia, o falar em línguas desconhecidas e a sabedoria especial - os dons desaparecerão. Porquanto agora sabemos muito pouco, mesmo com nossos dons especiais; e a pregação dos mais dotados é ainda muito imperfeita.
Entretanto, quando tivermos sido feitos completos e aperfeiçoados, então cessará a necessidade desses dons especiais e insuficientes, e eles desaparecerão. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então verei como sou conhecido. Há três coisas que perduram - a fé, a esperança e o amor - e a maior destas é o amor.
(Este Hino de Paulo esta presente em nosso Livro de Orações de Sion)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Sabedoria divina

A segunda condição para orar com eficácia é harmonizar de antemão a nossa vontade com a vontade do Pai que, por vezes, atende de modo diverso ao que havíamos desejado. Sua sabedoria divina retifica os nossos desejos imprudentes; transmuta, com vantagem para nós, a esperança diferida, e concede-nos em tempo oportuno aquilo que havíamos implorado em ocasião imprópria.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Disposições para orar.


" Pedi e recebereis" Jo 16,24


A primeira disposição para bem orarmos é nos comunicarmos interiormente com aquele que nos ouve e nos atende. animados da mais humilde confiança e sem abundância de termos, exponhamos nossas necessidades, desejos e sentimentos, tais como ele os vê e conhece. Se a expansão provoca palavras, o recolhimento exige silêncio. Convém alternar estes dois movimentos. Depois de abrir a boca para pedir, deve-se abrir o coração para receber; depois de falar, deve-se escutar; e o melhor meio para ser atendido é executar firmemente o que Deus quer de nós.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Jerusalém.


Esta cidade maravilhosa foi vinte vezes destruída e recostruída; de modo que as ruínas de todas as épocas estão suporpostas umas sobre as outas no meio de diversos montes de escombros.A cidade inteira é apenas uma reunião de tumulos ao redor da Sepultura donde saiu a Ressurreição e a Vida.

domingo, 9 de setembro de 2007

DISCÍPULOS



Liturgia Dominical
XXIII Domingo do tempo comum
Discípulos.
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Pe. Valdenício Antonio da Silva


Na leitura do Evangelho de hoje podemos, figurativamente, dizer que uma palavra “salta do texto”, ou seja, se destaca. A palavra discípulo ocupa o centro da temática proposta por Lucas.

De forma simplificada, discípulo é aquele que está em processo de aprendizagem, por isso põe-se a seguir um mestre. Pensar a realidade do discipulado no contexto bíblico é relativamente fácil. O elemento fundamental da fé de Israel está expresso na oração do Shema: “Escuta Israel”. Ouvir, escutar com o objetivo de apreender. Para a Bíblia toda pessoa de fé é um discípulo, pois se relaciona com Deus que, primeiramente, nos fala. Deus fala a fim de se apresentar. E num sentido exato, só podemos conhecer Deus porque Ele se apresenta, e no processo do discipulado aprendemos a conhecê-Lo. A primeira leitura introduz a liturgia, nesta perspectiva.

O texto do livro da Sabedoria constata uma dificuldade para se conhecer Deus. Um diálogo entre o homem e Deus passa pelo desafio da natureza de cada um. Deus é imaterial e imanente; o homem é material e sujeito à condição histórica. Apresentando o texto de forma esquemática seu conteúdo nos parecerá mais claro.

Questionamento
Que homem conhece os desígnios de Deus?
Quem pode conhecer Sua Vontade?

Causa
Os pensamentos mortais são tímidos.
Os raciocínios falíveis.
O corpo pesa sobre a alma.
O corpo oprime a mente pensante.
Com muito custo conjeturamos o terrestre.
Com trabalho encontramos o que está em nossas mãos.

Questionamento
Quem conhecerá a Tua Vontade?

Solução
Dás Sabedoria enviando dos céus Teu Santo Espírito.
Somente assim, os homens aprenderam o que te agrada, e a Sabedoria os salvou.

Não basta ter diante de si a Palavra de Deus. É necessário conhecê-la.
Mas tal conhecimento só é alcançado quando Deus ensina. Não é o homem que compreende, mas Deus que lhe faz compreender. Um texto que nos ajuda a perceber esta realidade é o salmo 119,33-36:
“Ensina-me, Senhor, o caminho de teus estatutos, e o seguirei
pontualmente.
Ensina-me a cumprir tua vontade e a observá-la de coração.
Encaminha-me pela senda de teus mandamentos, porque a amo.
Inclina meu coração a teus preceitos e não ao lucro”.

Jesus, no Novo Testamento é a manifestação perfeita de Deus. A Palavra Divina que se personaliza. “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). Portanto, em Jesus realiza-se a ação de ensinar, encaminhar e inclinar o coração humano para Deus.

Todo discipulado tem seu início em um ato de adesão. O evangelho apresenta as exigências próprias do caráter do discípulo quando ele faz a escolha de seguir JESUS.

Introdução
Grandes multidões o acompanhavam. Jesus voltou-se e disse-lhes: “Se alguém vem a mim e não odeia seu próprio pai e mãe, mulher, filho, irmão, irmã e até a própria vida não pode ser meu discípulo.”

Relação com o Mestre

“Quem não carrega sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo.”
Primeira Parábola
“Quem de vós, com efeito, querendo construir uma torre, primeiro não se senta para calcular as despesas e ponderar se tem com que terminar? Não aconteça que, tendo colocado o alicerce e não sendo capaz de acabá-la, todos os que o virem comecem a caçoar dele, dizendo: “Esse homem começou a construir e não pode acabar!”

Segunda Parábola
“Ou ainda, qual o rei que, partindo para guerrear com outro rei, primeiro não se senta para examinar se, com dez mil homens, poderá confrontar-se com aquele que vem contra ele com vinte mil? Do contrário, enquanto o outro ainda está longe, envia uma embaixada para perguntar as condições de paz.”

Conclusão
“Igualmente, portanto, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.”


Partindo da introdução podemos perceber que o texto afirma o discipulado como um ato pessoal. Aquele que segue Jesus se distingue da multidão é “alguém”, não é massa. Torna-se um separado, “alguém” que estabelecerá com seu mestre um diálogo e será enviado para uma missão.

Jesus parece querer do discípulo o que Deus pediu de Abrão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai.” (Gn 12,1). Jesus tal como Deus pede do discípulo um ato de ruptura. Estar só com Jesus! Eis o primeiro quesito para ser discípulo. Como se poderá ouvir o que o Mestre tem a ensinar em meio a um emaranhado de vozes? Tal como pede Deus Jesus o faz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração.” (Dt 6,4). Entenda-se de “todo o coração” como sendo o centro de sua afetividade. Colocando o Senhor no centro de suas preocupações, sentimento, como razão primeira. De “todo coração”, sem partilhar com nada.

Pode-se ver na palavra “odiar” um reflexo do texto de Deuteronômio 33,9: “A Levi disse. Ele diz de seu pai e mãe: “nunca os vi.” Ele não reconhece mais seus irmãos e ignora seus filhos. Sim, eles observam a tua palavra e mantêm a tua aliança”. O texto faz referência ao que aconteceu com os Levitas após o fato da fabricação do bezerro de ouro. Entre serem fiéis aos laços familiares, preferiram ser fiéis à Aliança (Ex 32,25-29). Todos os valores, de acordo com a palavra de Jesus, comparados com Deus fenecem.

O pedido de renúncia que Deus faz a Abrão, um sábio de Israel, diz algo que pode ser aplicado aos discípulos de Jesus. “Sai”. Deus visa um bem para o vocacionado. Quando se faz um longo caminho, como será o caso dos discípulos que deverão seguir até a cruz, os valores vão se perdendo no percurso deste caminho. O cansaço, a distância, os problemas, todos os fatores de dificuldade podem nos fazer esquecer os bens deixados para traz, inclusive a família. “Pois o caminho acarreta três conseqüências: diminui a procriação, diminui o dinheiro e diminui o renome”. (Rashi) Jesus, de imediato, já exige a renúncia com o objetivo de focar todo o esforço do discípulo para sua finalidade: seguir seu Mestre até o fim.

As duas parábolas apontam para uma única necessidade. Quem aceitar o convite de Jesus deverá ter clara consciência, deverá conhecer todas as implicações da escolha. Tal como projeta o construtor e o rei, veja também se o discípulo será capaz de assumir o projeto. A grande dificuldade do projeto está no fato de que é o Mestre quem o elabora e não o discípulo.

Ao final do texto, Jesus reafirma, mais uma vez fala de renúncia e amplia a dimensão da renúncia: “renunciar a tudo o que possui”. Jesus caminha para a cruz em Jerusalém por causa de sua missão, ele não recua. Não recuem seus discípulos.


Oração: Deus de Abraão, de Issac e de Jacó. Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em Ti está a fonte da vida. Nada posso te dar em retribuição por todo o bem que me dás. Tudo é Teu e o que recebi da Tua mão, isto mesmo te ofereço, minha vida. Amém.


Sabedoria 9,13-19; Filêmon 9b-10.12-17; Lucas 14,25-33.



25. Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes:
26. Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
27. E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.
28. Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?
29. Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,
30. dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.
31. Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?
32. De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.
33. Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.