sábado, 8 de setembro de 2007

Pe. Theodoro Ratisbonne - Oração


Orar não é somente falar: é escutar, amar,esperar,chorar,jubilar; é lancar no coração de Deus todas as efusões de amor, todos os atos da vontade.Sim a oração é a ligação viva de nossa comunicação com Deus. Ela deve ser necessariamente contínua e permanente. As vantagens da oração são infinitas. Existirá uma graça mais desejavel que conversar com Deus? Se a conversa com sábios nos torna sábio, se a companhia dos homens de bem nos torna bons e venturosos.Que fruto tiraremos do intreterimento com o Deus da ciência, com o Sábio soberano?

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Quem eu sou?


Eu perteço a raça dos eleitos: eu sou chamado à herança dos Santos; estou ligado a Jesus Cristo como o ramo à videira. Sou cristão e este título me dá o direito de me apresentar ao tribunal santo para pedir o perdão das minhas faltas, e à mesa santa para comer o Pão do Céu. Eu participo das orações, das obras e dos serviços de todos os membros da Igreja.Eu sou rico; porque possuo os meios para ser feliz sobre a terra e para chegar à felicidade do céu.Eu sou religioso.O Senhor se dignou a me chamar para o seu serviço e eu respondí ao seu chamado.Eu fiz uma augusta Aliança com Ele. Escolhi a melhor parte.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - O nome da Virgem.




Sion possui um nome inspirado do alto que é o próprio nome de família de Maria.Nós conhecemos e veneramos os títulos de Nossa Senhora das Vitórias,N.Sra. das Graças ,N.Sra. dos Milagres, N.Sra. das Misericórdias,N Sra. do Bom Conselho,N.Sra.do Bom Socorro, N.Sra. de Lourdes, e tantos outros que lembram as maravilhas de seu amor e de seu poder. Mas todos estes títulos pertecem a Virgem de Sion: Sion, eu voz lembro, é seu nome patronímico, o nome de sua origem, o nome consagrado nos Livros Santos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Agir e compreender.


"quem deseja cumprir a vontade de Deus, reconhecerá que a minha doutrina procede de Deus". Jo 7,17

É preciso primeiramente agir, depois vem a comprensão e pode-se estão ensinar.Quem ainda não saboreou as doçuras da doutrina não poderá compreendê-la; mas depois de tê-la experimentado no fundo da alma, tornamo-nos verdadeiramente sábios e não haverá força capaz de abalar nossas convicções. Para podermos avaliar o quanto é suave e leve o jugo do Senhor, é preciso que comecemos por carregá-lo, assim como, para apreciar devidadmente as delicias do serviço de Deus, é necessário tê-las experimentado. A teoria, sem pratica, projeta apenas uma luz tênue e fraca.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Prova de amor


"Aquele que me ama guarda a minha Palavra e será amado por meu Pai". Jo 14,21

O Salvador de nossas almas nos pede uma prova de amor. E esta prova única é a homenagem de nossa obediência.Acolher a Palavra divina, realizar o que ela prescreve, eis como atestamos a união do nosso coração com o de Jesus.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Pe.Thedoro Ratisbonne - A prece do publicano.


"E o publicano , conservando-se a distância, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, pecador!" (Lc 18,13)


A prece do publicano encerra todos os caracteres da verdadeira humildade. Esse pecador não se prevalece de vantagem alguma; mal ousa erguer os olhos ao céu.Domina-o realmente o sentimento de sua indignidade, consrvando-se no último lugar na casa de Deus; bate no peito sem recei de ser reputado pecador. Sua oração é curta; não põe sua confiança na multiplicidade de palavras; tem fé naquele que as ouve e defere. Somente repete: "Senhor, tende compaixão de mim, pobre pecador!" Estas poucas palavras, brotam de um coração contrito e humilhado, exprimem tudo o que ele sente, tudo o que pensa, tudo o que deseja.

domingo, 2 de setembro de 2007

Liturgia dominical - XXII Domingo do Tempo Comum


Liturgia Dominical
XXII Domingo do tempo comum
Humildade, marca dos discípulos de Cristo.
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Pe. Valdenício Antonio da Silva



“O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. “Por isso desci a fim de libertá-los da mão dos egípcios, e para fazê-los subir daquela terra a uma terra boa e vasta, terra que mana leite e mel.” (Ex 3,7-8). A Bíblia estabeleceu alguns momentos como referência para a história do Povo de Deus. A saída do Egito, de certa forma, foi posta como o “evento fundador de Israel”. Israel toma consciência de que é o Povo de Deus a partir deste momento emblemático. Sob o ponto de vista da fé, os filhos de Israel, viverão o presente tendo seus olhos voltados para este momento, atualizando-o. Sempre entenderão que são o Povo do Êxodo, Povo tirado do Egito por Deus. Também o Novo Testamento repousa sobre este conceito.
Quando Israel se achava relegado a mais baixa das posições em que os seres humanos podem se encontrar só restava, além disso, a morte. Deus, do alto de sua imanência o vê, ouve o seu grito, toma conhecimento da sua dor e decide descer. Sua descida tem duplo valor, Ele é capaz de ir ao “fundo do poço” por causa de um Povo e o faz subir para outra situação, mais que para outra terra. Ao longo das Escrituras encontraremos referências a este fato e sua aplicação com acento moral e ético. De maneira especial, a literatura sapiencial, preocupada em estabelecer regras práticas de vida, se serve largamente deste conceito. “Grande é a glória do Senhor! O Senhor é excelso! Ele vê o humilde, e conhece o soberbo de longe.” (Sl 138,5-6).
O livro do Profeta Isaías medita sobre a atitude de Deus e profetiza que assim se fez no Egito. Ele fará no fim da história, estabelecendo este elemento com um traço marcante da escatologia judaica: ”O olhar altivo do homem se abaixará, a altivez do varão será humilhada; naquele dia o Senhor será exaltado. Porque haverá um dia do Senhor dos Exércitos contra tudo o que é orgulhoso e altivo, contra tudo o que se exalta, para que seja humilhado.” (Is 2,11-12).
É com referência a estas afirmações que podemos entender a primeira leitura de hoje, do livro de Eclesiástico 3,19-21.30-31. Ao se revelar, mostrando sua identidade, Deus de elevado acima de toda a criação foi capaz de ser “humilde” de descer à pequenez. Seu jeito de ser combina muito mais com o do pequeno e humilde do que com o do soberbo e elevado, detentor de honras. É a Israel, ao Povo escravo que Deus se junta, não ao faraó sentado em seu trono. Visto a partir de Deus, a posição de grandeza do faraó, postado como um deus, julgando-se senhor da vida e da morte de Israel é uma posição idolátrica. Assim é a posição de todo aquele que se eleva, assume a posição de um deus e julga-se, em geral, detentor do poder sobre a vida dos que com ele se relaciona. Eis a razão da oposição divina ao orgulhoso e de sua escolha pelo humilde.
A tradição rabínica pós-bíblica, também trabalhou o fato, falando da sarça: “O Santo Bendito escolheu uma simples sarça para fazer brilhar a Luz Divina em lugar de outras árvores lindas e majestosas, para dar aos homens o exemplo da humildade”. (Sotah 5). O Povo de Israel deve ser simples entre as nações, como é a sarça entre as árvores. O Senhor apareceu sobre a sarça, um espinheiro sem valor como madeira, para mostrar que a Presença de Deus se manifesta nos lugares mais humildes.
O texto do Evangelho aborda a mesma temática (Lc 14,1.7-14). Tendo como pano de fundo um banquete. O capítulo quatorze se desenrolará com este cenário de fundo. Relacionado com este cenário são apresentadas três questões: o ingresso no banquete (14,1); a escolha dos lugares (14,7); e os convidados (14,12-14).
A festa de casamento ou banquete pode ser refletida a partir da visão escatológica exposta por Isaías (Is 25,6-9). Este caráter escatológico pode ser intuído, devido ao fato de não poucas vezes a imagem do casamento ser evocada nas Escrituras para falar de Aliança: “Porque o teu esposo será teu criador” (Is 54,5). Sobretudo pensando no aspecto da humildade evocada pelo texto, podemos recorrer às palavras de Maria no início do Evangelho de Lucas: ”Agiu com a força de seu braço. Dispersou os homens de coração orgulhoso. Depôs do trono os poderosos, e a humildes exaltou.” (Lc 1,51-52). Aparece aqui a imagem forte do êxodo “agiu com a força de seu braço”. O cântico de Zacarias é mais explícito no conceito escatológico: ”Bendito seja o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e suscitou-nos uma força de salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera desde tempos remotos pela boca de seus santos profetas”. (Lc 1,69-70)
O livro dos Provérbios aconselha uma postura semelhante àquela evocada pelo texto de Lucas: “Não te vanglories na frente do rei, nem ocupes o lugar dos grandes; pois é melhor que te digam: “sobe aqui!”do que seres humilhado na frente de um nobre.” (Pr 25,6-7). “Aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.” (Lc 14,11). Nestas palavras, que concluem a primeira parte do texto, Jesus parece exortar que a posição a ser ocupada por seus discípulos na mesa do reino é um dom; mais que uma conquista. Esforçar-se por ocupar posições privilegiadas implica em julgar-se superior aos outros, ou seja, dotar-se da capacidade de decidir sobre a vida de quem nos cerca. Toda decisão, que implica a vida, que não seja justa reveste em prejuízo para a parte mais fraca. Quem a princípio estipula o lugar dos comensais é o dono da casa. No banquete escatológico é Deus.
Se por outro lado quisermos agradar o dono da casa, no que se refere ao Reino de Deus, devemos agir como ele que olha para o humilde. “Quando deres uma festa, chama pobres, estropiados, coxos, cegos”. Agir como Deus é fazer comunhão e declarar-se parte do seu Povo. Sendo assim, não é possível que no Reino não se encontre um lugar para aqueles que agem segundo a vontade de Deus. Assim a ação histórica do discípulo deve necessariamente ser reflexo da ação divina. A fonte motivadora de nossas escolhas são as escolhas de Deus.


Oração: Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó. Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Senhor da história e fonte da vida. Faça que contemplando o teu jeito de ser nos coloquemos à disposição de tudo àquilo que edifica e recupera vidas. Que em todas as nossas escolhas tenhamos os olhos voltados para a tua maneira de agir. Amém.

Eclesiástico 3,19-21.30-31 Hebreus 12,18-19-24a Lucas 14,1-7-14