sábado, 1 de setembro de 2007

Pe. Theodoro Ratisbonne - Os destinatários dos benefícios do Evangelho.


O fariseu da começo à sua oração por uma recaptulação das virtudes que se atribui: jejua, paga os dizimos, é rigoroso observador da letra da Torá. E, para dar mais valor à boa opinião que de si mesmo faz, compara-se ao pobre publicano inteiramente desprovido de qualquer mérito! É próprio do orgulho estabelecer tais paralelos. É pronto em observar os defeitos alheios, evitando reconhecer-lhes as qualidades boas, que poderiam condenar sua mediocridade. As almas humildes procedem de modo bem diverso: descobrem, de bom grado, o bem nos outros.Eis por que alcançam as graças que imploram. Jesus Cristo oferece os benefícios do Evangelho, principalmente aos pobres; é que ele veio para os pecadores e não para os justos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Pe. Theodoro Ratisbonne - Cristo nos justifica.


Ao enumerar seus méritos perante Deus, afasta-se o fariseu da verdadcira justiça; porque a justiça cristã não é fruto de nossas próprias ações, mas provém de Jesus Cristo, que é o único justo e nos aplica o fruto de sua justiça. Se pretendemos ser justificados e se queremos orar como justos, devemos, antes de tudo, reconhecer e confessar o nosso nada, que por nós mesmos nada possuimos e nada somos; que temos, por conseguinte, necessiodade de um Salvador, e que toda a nossa confiança repousa naquele que cura os enfermos, consola os pobres, fortifica aos fracos, dá vista aos cegos e ressuscita os mortos. Eis a fé que justifica, pois Jesus não veio para os que se julgavam justos por si mesmos: veio para os doentes e pecadores.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Pe.Teodoro Ratisbonne - Humildade e graça.


" Dois homens subiram ao templo para fazer suas orações; um era fariseu e o outro publicano". (Lc 18,10)

Os dois personagens, tão diferentes , que se encontram no templo, provam que a casa de Deus é acessível a todos; tanto abre suas portas para os justos como aos pecadores. Uns e outros necessitam orar, pois a graça lhes é necessária, seja para superar o mal, seja para progredir e perceverar no bem.Mas a graça somente é concedida à oração humilde; afasta-se dos que a pedem unicamente para dela se prevalecerem ou se glorificarem. "A oração da alma humilde atravessa as nuvens; atrai o olhar de Deus e alcança o consolo e a misericórdia", afirma a Escritura.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Pe. Theodoro Ratisbonne - A verdadeira humildade


A verdadeira humildade se forma em uma alma que sente conjuntamente uma justa desconfiança de si mesma e profunda confiança em Deus. A reunião indissolúvel destes dois elementos constitui a humildade cristã; pois a desconfiança em si, privada da confiança em Deus, produz unicamente covardia e desânimo; e a confiança em Deus sem a desconfiança em si próprio finaliza em funesta presunção. Esses dois elementos devem portanto, desebvolver-se simultâneamente nos corações e se manter em equilibrio, para salvarguardar o verdadeiro carater da humildade.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Parábola do fariseu e do publicano. Lc 18,10-14



Da narrativa desta parábola concluímos que Deus prefere o pecador humilde ao justo presunçoso. Altíssima lição que nos faz claramente compreender o preço da humildade, companheira inseparável de todas as virtudes evangélicas. Sem ela, estas virtudes degeneram em vícios. Está escrito que Deus resiste aos soberbos e concede sua graça aos humildes. Os raios do sol deixam áridos os cumes das montanhas, ao passo que aquecem e fecudam os vales. O que dá ao homem a glória e a nobreza não são nem o ouro, nem a ciência, nem os títulos; é na humildade cristã que se incerra o germe da verdadeira grandeza.

domingo, 26 de agosto de 2007

Pe.Theodoro Ratisbonne - Generosidade


“Aconteceu que, terminando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas apegou-se à alma de Davi. E Jônatas começou a amá-lo como a si mesmo. Jônatas tirou o manto que vestia e o deu a Davi, e também lhe deu sua roupa, a sua espada, o seu arco e o seu cinturão”. 1Sm 18,1,4
É assim que nos apegamos a Jesus, filho de Davi, quando ouvimos sua palavra; e o amamos até nos desapegarmos de tudo e oferecer-lhe tudo o que temos e tudo o que somos; porque o amamos como a nós mesmos, e, com efeito, ele é outro “nós-mesmos”, ou antes, nós somos outros “Ele-mesmo”...Não sou eu vivo, é Jesus quem vive em mim.